Escoliose em adultos: doença não surge apenas na infância e na adolescência

Escoliose em adultos: De repente, você começa a notar mudanças no seu corpo: um quadril maior que o outro, uma perna da calça maior que a outra e, além de tudo isso, você encolheu cerca de um centímetro no último ano.

“Diagnóstico: escoliose na idade adulta, uma curvatura assimétrica da coluna vertebral que, se não for controlada ou tratada, pode eventualmente deixar o paciente ainda mais baixo e torto, cheio de dores na coluna, e dependente de um andador para manter o equilíbrio”, afirma o neurocirurgião especializado em coluna, Cezar Augusto de Oliveira (CRM-SP 123.161).

Embora a escoliose seja geralmente considerada como um problema de adolescentes, que muitas vezes necessitam de órteses ou de cirurgia para corrigir a curvatura, a condição é na verdade muito mais prevalente em idosos. Num estudo realizado por ortopedistas do Maimonides Medical Center no Brooklyn, com 75 voluntários saudáveis ​​com mais de 60 anos de idade, 68% tinham deformidades da coluna vertebral que atendiam à definição de escoliose: uma curvatura desviada verticalmente em mais de 10 graus.

Estudos anteriores relataram uma prevalência de escoliose em idosos de até 32%. Estas revisões podem ter incluído adultos mais jovens do que aqueles do estudo feito no Brooklyn, cuja idade média foi de 70,5 anos e que não apresentavam nenhuma dor ou prejuízo relacionado com a sua condição espinhal.

Ao contrário do paciente mais jovem ou adolescente com uma deformidade na coluna vertebral, o idoso apresenta-se com um conjunto completamente diferente de problemas e desafios para o médico.

“Seja qual for a taxa real, a prevalência de escoliose em adultos é alta e deverá aumentar com o envelhecimento da população. A causa mais comum de deformidades da coluna vertebral decorrente do envelhecimento é a degeneração dos discos entre as vértebras e, por vezes, das próprias vértebras”, explica o médico.

Ao contrário de escoliose na juventude, que aflige muitas mais meninas do que meninos, a escoliose em adultos afeta homens e mulheres em proporções mais ou menos iguais. Alguns tinham escoliose quando eram crianças. A doença estava estabilizada, mas voltou a progredir novamente a medida em que a idade avança e provoca  seus efeitos sobre a coluna vertebral. No entanto, a maioria dos adultos com escoliose apresentava coluna com aspecto normal na juventude.

Segundo Cezar de Oliveira, um corpo deformado é a consequência menos grave da escoliose. “A doença pode resultar em dor incapacitante nas nádegas, costas ou pernas, e neuropatia, uma ruptura da função quando um nervo espinhal é comprimido entre as vértebras. A neuropatia deve ser tratada sem demora, para evitar a morte do nervo e uma perda permanente de função”, alerta o médico, que também é membro da Sociedade Brasileira de Coluna.

Enquanto não há nenhuma maneira infalível de prevenir os casos de escoliose em adultos, certas condições podem ser prevenidas, minimizando as chances da doença se desenvolver. “Uma delas é a obesidade e o sobrepeso, a outra é o tabagismo. A terceira causa para o surgimento da escoliose na idade adulta é a falta de aptidão física, resultando em músculos fracos no núcleo do tronco”, observa o neurocirurgião.

Outros fatores de risco incluem o desgaste provocado pela osteoartrite e pela osteoporose. Pessoas que se submetem a cirurgias de coluna para remover um tecido pressionado entre os nervos, por vezes, desenvolvem desequilíbrios na coluna vertebral. Uma lesão da medula que deforma vértebras também pode levar à escoliose.

Tratamento da escoliose em adultos

“Normalmente, os adultos não procuram tratamento para escoliose até que desenvolvam sintomas, os mais comuns são dor lombar, rigidez e dormência, cólicas ou dor aguda nas pernas. Aqueles que são afetados frequentemente com esses sintomas inclinam-se para frente com regularidade para tentar aliviar a pressão sobre os nervos afetados”, ensina o médico.

Outras pessoas afetadas com escoliose inclinam-se para frente porque perdem a curva natural em sua parte inferior das costas. “Esta postura de compensação, por sua vez, pode esticar os músculos na parte inferior das costas e pernas, causando fadiga e dificuldade para realizar tarefas rotineiras”, observa Cezar de Oliveira.

Exercícios que fortalecem os músculos do núcleo – aqueles do abdômen, costas e pélvis – ajudam a apoiar a coluna e podem reduzir o risco de desenvolver escoliose, bem como prevenir ou minimizar os seus sintomas.

A maioria das pessoas que desenvolve sintomas da escoliose pode ser tratada eficazmente com medicação para dor e exercícios para aumentar a força e a flexibilidade. A órtese não é recomendada para a escoliose na fase adulta porque pode enfraquecer ainda mais os músculos do núcleo.

“O tratamento cirúrgico é reservado para aqueles com sintomas incapacitantes não aliviados pelo tratamento conservador. A cirurgia, muitas vezes, envolve a fusão espinhal para aliviar a pressão sobre os nervos afetados. É mais arriscada em adultos do que em adolescentes com escoliose e os índices de complicações são maiores e a recuperação é mais lenta, de acordo com a Sociedade de Pesquisa em Escoliose”, informa o neurocirurgião.

Mas, segundo o médico, progressos estão sendo feitos no desenvolvimento de medidas menos invasivas para tratar a escoliose em adultos, incluindo o uso de substâncias biológicas que estimulam o crescimento ósseo e a regeneração das vértebras.

FONTE: JORNAL DE BELTRÃO

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