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Postado por em fev 22, 2014 em Notícias | 0 comentários

Ossos frágeis como vidro

Ossos frágeis como vidro

Imagine tossir ou espirrar e, só por causa disso, fraturar um osso! Por mais absurdo que possa parecer, é este o risco que correm as pessoas com osteoporose, uma doença caracterizada pela fragilidade da estrutura óssea da pessoa.

Para chamar a atenção para o problema, 20 de outubro foi oficializado como o Dia Mundial de Combate à Osteoporose.

De acordo com dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), cerca de 20 milhões de pessoas têm osteoporose e mais de um meio milhão sofrem fraturas de coluna vertebral devido à osteoporose a cada ano.

“Estas fraturas podem ocorrer com um mínimo de trauma ou nenhum trauma. Quem tem osteoporose pode fraturar um osso simplesmente tossindo, espirrando ou mudando de posição bruscamente. A osteoporose grave pode causar fraturas por compressão na coluna, assim como pode causar fraturas nos pulsos e quadris. Fraturas por compressão usualmente resultam em incapacitação prolongada”, afirma o neurocirurgião Cezar Augusto Oliveira.

Maior incidência em mulheres

O risco de desenvolvimento de osteoporose e fraturas por fragilidade é determinado por um grande número de fatores, alguns dos quais podem ser alterados (exercícios físicos, nutrição e tabagismo), enquanto outros não podem ser alterados (histórico familiar, idade, menopausa e doenças como a artrite reumatoide).

A osteoporose é uma diminuição da massa óssea, mais frequentemente observada nas mulheres no período pós-menopausa. Trata-se uma diminuição não só dos componentes minerais, tal como cálcio e fósforo, mas também no que se denomina o componente orgânico, tal como a proteína do osso.

“A prevenção da osteoporose e de suas complicações subsequentes pode prevenir muitos dos problemas de coluna na terceira idade. A manutenção de um bom grau de condicionamento físico e de força muscular, bem como a prevenção e o tratamento da osteoporose é essencial na gestão das mudanças inevitáveis na coluna que ocorrem com o processo de envelhecimento”, explica o neurocirurgião Cezar Augusto Oliveira.

Fraturas por compressão e dores na coluna

A dor nas costas é o sintoma mais comum das fraturas por compressão. Exames de raios-x podem mostrar fraturas em cunha ou compressão das vértebras. Uma ressonância magnética e/ou uma tomografia computadorizada também pode ser necessária para avaliar melhor estas fraturas.

“É muito importante confirmar o diagnóstico de osteoporose porque sintomas semelhantes ocorrem em outras condições, tais como infecções, outras doenças ósseas metabólicas e tumores ósseos benignos ou malignos. A extensão da osteoporose pode apenas ser estimada por meio de uma radiografia simples, mas deve ser confirmada por meio de testes específicos de densidade óssea”, diz Oliveira.

A maior parte das fraturas da coluna vertebral devido à osteoporose é tratada com sucesso apenas com medicamento para controlar a dor, mas a osteoporose subjacente também deve ser tratada, uma vez que é a verdadeira causa do problema. “Além de medicamentos, outros dispositivos, tais como coletes podem ajudam a controlar a dor e impedir que a deformidade se agrave. Apesar das órteses normalmente não corrigirem as fraturas ósseas, elas dão suporte à coluna vertebral e podem diminuir os espasmos musculares secundários”, explica o médico, que também é membro da  Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

Em alguns casos de fraturas por compressão, uma cirurgia de coluna pode ser necessária para controlar a dor, melhorar a deformidade ou descomprimir as raízes dos nervos e/ou da medula espinhal.

Fique atento aos perigos das fraturas

1. Em todo o mundo, pelo menos uma, em cada três mulheres, e um, em cada cinco homens acima dos 50 anos, sofrerá uma fratura causada pela doença;

2. As fraturas resultam em debilidade, dor e perda da qualidade de vida;

3. 33% dos adultos idosos que sofrem uma fratura de quadril tornam-se deficientes e perdem a capacidade de viver com independência, um ano após a fratura;

4. Pelo menos um em cada cinco irá morrer em consequência de uma nova fratura no ano seguinte;

5. Fraturas vertebrais podem causar dor extrema, deficiência a longo ou curto prazo, corcunda e perda significativa da qualidade de vida;

6. Sem tratamento, o risco de sofrer múltiplas fraturas é muito alto.

Fonte: Fundação Internacional de Osteoporose (IOF)

Novas técnicas de tratamento

Novas técnicas para tratar as dores das fraturas por compressão incluem a vertebroplastia e a cifoplastia. “A vertebroplastia é um procedimento minimamente invasivo projetado para aliviar as dores das fraturas por compressão. Além de aliviar a dor, os corpos vertebrais que estão enfraquecidos, mas ainda não estão fraturados, podem ser fortalecidos, prevenindo problemas futuros”, explica o médico.

A cifoplastia é outro tratamento promissor para pacientes imobilizados devido à dor causada pelas fraturas por compressão do corpo vertebral associadas à osteoporose. “Assim como a vertebroplastia, a cifoplastia também é um procedimento minimamente invasivo que pode aliviar em até 90% dos casos as dores causadas pelas fraturas por compressão. Além de aliviar a dor, a cifoplastia também pode estabilizar a fratura, recuperar a altura e reduzir deformidades”, diz Cezar Oliveira.

FONTE: JORNAL DA ORLA

 

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